Pets e crianças: uma relação que faz bem, mas requer atenção

Mesmo sendo saudável para o desenvolvimento infantil, o contato de crianças com pets exige alguns cuidados


Companheiros inseparáveis e praticamente membros da família, os animais de estimação já ocupam um lugar de destaque nas famílias. De tão queridos, os bichinhos são tratados como humanos. Só para se ter uma ideia, um levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em parceria com a Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) mostrou que o Brasil tem a segunda maior população de pets do mundo, com 22,1 milhões de felinos e 52,2 milhões de cachorros atualmente.


Ponto comum entre as famílias que convivem com um animal de estimação é: ter um bichinho em casa é muito educativo para as crianças. Ainda que possam causar alguns incômodos, os mascotes despertam o lado cuidadoso dos pequeninos e criam neles senso de responsabilidade. No entanto, é preciso ter uma atenção especial quando o assunto é saúde. O contato cada vez mais próximo com os seres humanos tem facilitado a transmissão de uma série de doenças, principalmente, a crianças. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmam que, na última década, 75% das novas enfermidades que afetaram a saúde humana foram causadas por patógenos de origem animal.

Segundo a pediatra do Hapvida Saúde, Alinne Barros, os vetores de transmissão mais comuns estão presentes nas fezes dos bichos, como no caso da toxoplasmose, conhecida também como “febre do papagaio”, que afeta com mais facilidade as crianças. “A toxoplasmose, por exemplo, é transmitida principalmente pelos filhotes de gatos, e são as crianças as mais afetadas com o problema por gostarem de andar descalças e sentar na terra”, explica a pediatra. Contudo, a pediatra defende: o problema não está em brincar na terra. “A criança precisa, sim, ter contato com a natureza, sentir a terra nos pés, brincar e se divertir. Afinal, esse contato contribui para o aumento da imunidade do organismo dela. O problema está nas condições de higiene do ambiente em que a criança brinca”, alerta.


A pediatra orienta, ainda, que as pessoas evitem contato extremo com os bichos de estimação, por mais difícil que possa parecer. “O ideal é não dormir com o animal, não beijar, não dar comida para ele do seu prato. Tratá-lo realmente como animal”, aconselha.


Bicho geográfico

Apesar de ser conhecida como doença do gato, o chamado “bicho geográfico”, que é a Larvas migrans cutâneas, também tem transmissão por cães. Com a chegada do período de estiagem, as famílias costumam frequentar mais as praias para fugir do calor típico da época; é justamente nesse período que surge o vilão. “O bicho geográfico é contraído pelas fezes de cães e gatos que evacuam em terras e areia e liberam os ovos do parasita. Com o solo quente e arenoso, as larvas conseguem se desenvolver e se manter por lá. Então, quando uma pessoa tem contato com esses locais, contrai a doença. Evitar que o cachorro faça suas necessidades na areia é uma das melhores formas de prevenção”, enfatiza a dermatologista do Hapvida Saúde, Eline Weba.


Quem já contraiu essa infecção conhece bem o incômodo. “Os sintomas costumam aparecer de três a cinco dias após o contato. Surgem linhas aleatórias na pele que marcam o caminho por onde a larva passa. As marcas são finas, semelhantes às de um mapa. Geralmente, esses sinais que se formam coçam muito e, em alguns casos, podem formar bolhas. Eles coçam e também podem desencadear irritação na pele. As crianças são as que mais sofrem com os sintomas”, explica Eline.


Apesar de parecer impossível, a recomendação é não deixar as crianças coçarem o local. “Quando a criança coça o local da infecção, ela aumenta as chances de uma infecção bacteriana, o que retarda o tratamento e causa maiores danos”, destaca a dermatologista.


Para tratar a infecção e evitar complicações, a orientação é buscar um profissional habilitado. “A recomendação é: sempre que perceber infecções como essa em crianças, buscar por clínicos gerais, infectologistas ou dermatologistas, pois eles são os profissionais mais indicados para tratar o problema. Já recebi casos em que as pessoas tentaram retirar o verme com fogo, óleos e até com perfurações no local, o que causa grandes complicações. O tratamento é feito unicamente com pomadas específicas e vermífugos. Em casos que coçam muito, o indicado é aplicar compressas com gelo para amenizar, apenas isso”, finaliza a dermatologista Eline Weba.

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