Desafio dos 10 anos: você está preparado para encarar?

Especialista explica que o bem-estar emocional precisa estar em evidência antes de entrar nessas comparações


Se tem algo que sempre pinta nas redes sociais é alguma moda nova, descolada e diferente. Uma das últimas é um desafio criado para que as pessoas compartilhem fotos de “antes e depois”, mas com o espaço temporal de dez anos. Esse movimento foi chamado de “Desafio dos 10 anos”, ou simplesmente #10yearschallenge, em inglês, para “internacionalizar” a moda. E aí surgiu de tudo: fotos de casais que permanecem juntos; gente que tinha cabelo de uma cor e agora tem de outra; crianças que cresceram; etc. E os comentários nas postagens, com as impressões bem humoradas dos seguidores, também garantem parte da diversão.


É claro que tudo é só uma brincadeira, mas especialistas em comportamento humano começaram a observar, nos perfis de algumas pessoas que aderiram à modinha, sinais de que as recordações despertam sentimentos não tão positivos para a saúde emocional. No perfil da administradora Fernanda Cardoso, por exemplo, em vez de postar as próprias fotos no quadro comparativo, ela fez uma montagem diferente, em que objetos representaram o olhar dela sobre si. “Há 10 anos, eu era magra e tinha um corpo muito mais bonito do que hoje. Por isso, tive a ideia de fazer a montagem colocando de um lado uma caneta e, do outro, uma bola de futebol”, explicou Fernanda.


Já há algum tempo, psicólogos e outros estudiosos do assunto alertam que o uso das redes sociais pode ser nocivo à vida das pessoas, sobretudo, no que tange às questões psicossociais. “Algumas pessoas se sentem frustradas com o que vivem, ou passam por momentos de abalo emocional, e tendem a se refugiar e viver apenas no mundo digital, comparando as realidades dos outros com a própria”, pontua a psicóloga Celiane Chagas, do Hapvida Saúde. A especialista reforça que o uso das redes sociais, muitas vezes, torna as pessoas vulneráveis e pode trazer impactos negativos para a vida dos usuários. “Mas, isso depende do sujeito e do momento da vida em que ele se encontra”, lembra.


Lá se foram 10 anos...


Quem fez o desafio procurou sempre mostrar o que de melhor aconteceu em sua vida nesse período. Algumas mulheres se tornaram mães, outras pessoas concluíram a faculdade e, agora, estão bem-sucedidas em um ambiente de trabalho, ou ainda há quem esteja muito mais feliz depois que emagreceu, situação contrária à publicada pela Fernanda.


De maneira geral, esse cenário favorece leituras com verdadeiras análises sobre as conquistas alheias. Entretanto, é preciso fazer um alerta quanto a isso. “Desmistificar a ideia de que a grama do vizinho é sempre mais verde é necessário para discernirmos aquilo que é real daquilo que é ideal. Nem tudo que acompanhamos nas redes sociais é uma verdade absoluta”, pondera a especialista.

A dica da psicóloga Celiane Chagas é que as redes sociais sejam utilizadas com moderação; que elas apenas reflitam a realidade, em vez de se tornarem a única a existir. “As pessoas precisam aprender a enxergar o que têm de melhor, pois todos temos defeitos, mas é necessário corrigí-los, aproveitando o que de melhor sabemos fazer. Em geral, excessos escondem carências, e isso precisa ser devidamente acompanhado, tratado, para que não se torne uma doença séria, como a depressão”, indica.




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