Especialista desmistifica reações após vacina: “sintomas comuns”

Professor da Estácio ressalta importância da imunização independente da marca da vacina para diminuir número de casos graves de Covid-19


Com quatro tipos de vacina contra a Covid-19 disponíveis para imunização no Brasil, têm se tornado comuns os relatos de pessoas que, ao saber que a vacina aplicada no dia é de determinada marca, retornam para casa sem receber a dose do imunizante por medo dos sintomas que podem aparecer no dia seguinte como efeito colateral.


O professor de Enfermagem da Estácio, Mikael Flambertto, esclarece que sintomas como febre, dor de cabeça e fadiga são comuns após vacinas que são feitas de vírus vivos atenuados ou vetor viral, como o caso da Astrazeneca. “Esses são sinais do nosso organismo reagindo à provocação da vacina, para que o sistema imunológico produza anticorpos contra o novo coronavírus”, esclarece o docente.


Diante de tanta preocupação, o especialista orienta: “Normalmente, os pacientes apresentam indisposição, calafrios e sensação febril, dor de cabeça, enjoo, dores articulares ou musculares ou no local da injeção, sensação de calor, vermelhidão, com raro aparecimento de hematomas e coceira”, exemplifica.


Segundo Mikael, as reações vacinais podem se tornar uma preocupação quando os sintomas são mais persistentes e agressivos como febres muito altas e sensação de dor. “Se forem maiores, com erupções na pele, por exemplo, aí a recomendação é procurar o médico para orientação mais específica”, diz.


Especialista em Urgências e Emergências, e em contato com pacientes de UTI pós-Covid, Mikael ressalta que é preferível o paciente apresentar os sintomas decorrentes da aplicação da vacina, com um estado de cansaço físico, do que arriscar contrair a doença com a possibilidade de evoluir para um estado grave.“Eu venho acompanhando a situação de perto, e é muito difícil e muito triste ver o quadro clínico dos pacientes decaindo até falecerem”, lamenta. “A vacina é extremamente importante, independente da marca. Só com ela conseguimos diminuir os efeitos graves do paciente com Covid-19, fazendo com que a grande maioria sinta apenas uma indisposição, febre, sem evoluir para a fase inflamatória grave, com falta de ar, que faz com que as pessoas sejam hospitalizadas ao ponto de precisarem de UTI e intubação”.


O professor comenta também a respeito do desserviço das fake news sobre a vacinação. “Infelizmente, muita gente tem caído nessas histórias de internet do movimento antivacina, argumentando que a vacina é para matar idosos, que é um controle de natalidade, e tudo isso é fake news. Mentiras difundidas pela internet ou boca a boca que prejudicam a campanha pela saúde pública”, diz.

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