Exatas nas Humanas e humanas nas Exatas: mulheres ainda são minoria nos cursos das ciências exatas,

Número de mulheres em cursos da área corresponde a 50% em centro universitário de São Luís


O momento de escolher uma profissão é uma das fases que mais assombra os estudantes prestes a ingressarem na graduação. Do ambiente escolar ao familiar, é comum que eles sofram pressões pela escolha de determinadas carreiras em detrimento de outras. Mas, para as mulheres, ainda há outras questões a superar. Sem grandes incentivos, ainda são poucas as estudantes que escolhem carreiras nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, as chamadas STEM (na sigla em inglês). Não à toa, elas representam apenas 33,1% dos graduados nessas áreas em todo Brasil, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O estudo "Decifrar o código: educação de meninas e mulheres em ciências, tecnologia, engenharia e matemática", da Unesco, mostra que as diferenças entre meninos e meninas nada têm a ver com a capacidade intelectual de cada gênero. São construções sociais reforçadas na família e na escola que afastam as meninas dessas áreas. Para a professora de Física do curso de Engenharia Civil do Centro Universitário Estácio São Luís, Luciana Pontes, o problema começa desde muito cedo . “O problema começa já no ensino básico, quando as meninas são menos incentivadas a se interessar por disciplinas como matemática. Há, ainda, questões culturais que precisam ser superadas, inclusive em relação à presença feminina no mercado de trabalho”, destaca. Na época da minha graduação, o quantitativo de mulheres no curso de exatas era ainda menor. Por muito tempo, mesmo depois de formada, precisei provar a minha competencia”, revela.

Mesmo representando cerca da metade da população mundial, quando se trata de representação nas áreas de exatas, as mulheres estão em número bem menor. Atualmente, 28% dos pesquisadores de todo o mundo são mulheres. Quando se trata de Prêmio Nobel de Física, Química ou Medicina, os números revelam outro contraste. Apenas 17 mulheres receberam o Prêmio desde Marie Curie, em 1903. Já entre os homens o reconhecimento foi dado a 572.


Revolução

Apesar da pouca presença feminina, essa realidade vem ganhando novos rumos. Na Estácio São Luís, por exemplo, o número de mulheres nos cursos da área já corresponde à metade do total de alunos. “A crescente se deve à tendência cada vez maior da inserção das mulheres no mercado trabalho, e na engenharia não é diferente. Atualmente, no curso de Engenharia Civil da instituição, 50% dos alunos são sexo feminino. A habilidade das mulheres em serem multifuncionais nas suas atividades ajuda muito a lidar com as atividades inerentes à engenharia, tais como: planejar, projetar e executar serviços de engenharia dentro da construção civil ou em qualquer outro serviço aderente às Engenharias”, destaca o coordenador da Engenharias da Estácio, Renato Mortari.

No primeiro período do curso, Patrícia Saraiva reconhece os desafios e lembra que eles começaram ainda dentro de casa. “Quando consegui a bolsa para Engenharia Civil, minha mãe ficou muito orgulhosa, mas alertou que essa era uma área em que os homens predominavam. Meu pai também ficou com um pé atrás, mas mesmo assim me apoiou. Apesar de saber da forte presença masculina nessa área, estou disposta a enfrentar todas as dificuldades para realizar o meu sonho, e mostrar que nós mulheres precisamos ser respeitadas independente da nossa área profissional”, explica a caloura.

Apaixonada pelas ciências exatas, Tâmara Alessandra não recebeu questionamento da família, mas sim dos amigos. “Eles falavam que eu tinha que ter muita coragem de ingressar nessa área, mas sempre foi meu sonho e não será o fato de eu ser mulher ou o preconceito do outro que vai me impedir de realizar”, afirma a aluna do curso de Engenharia Civil.

A professora Luciana Pontes lembra que a cultura patriarcal impõem que a mulher, em sua condição de gênero, lute constantemente para provar suas conquistas e espaço. “Não se trata de poder ou não poder estar onde estamos ou chegar aonde queremos, mas sim de uma crença de que a gente não está no lugar correto. Por isso, não se trata de convencer outras mulheres a ingressarem nas ciências exatas, mas de mostrar que essa possibilidade existe e está ao alcance de todas. Nunca se esqueça, a mulher precisa ser valorizada e respeitada independente da sua escolha profissional e o lugar dela é onde quiser", enfatiza orgulhosa.

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