Crescimento do mercado de pets no país estimula procura por cursos da área

Brasil já é o segundo país no mundo em quantidade de animais de estimação, aponta IBGE.


Nos últimos anos é notório o crescimento do mercado de pets no Brasil. A quantidade de animais de estimação nos lares brasileiros pode ser um dos motivos que estimulou a expansão do setor. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil já é o segundo país no mundo em quantidade de animais de estimação. Além disso, já existem mais cães e gatos do que crianças nas residências brasileiras.

A cadeia Pet brasileira (toda produção ligada ao setor) também ocupa o segundo lugar no ranking mundial de faturamento com relação aos serviços e produtos, perdendo apenas o primeiro lugar para os Estados Unidos. Entre os segmentos destacam-se o Pet Vet, Pet Care, Pet Food, entre outros serviços específicos.

Para a empresária Melissa Minohara, o crescimento no setor é um reflexo do cuidado e atenção redobrada que os tutores vem oferecendo aos seus pets. “Vejo isso muito claro nas nossas unidades do PetMania. Para os tutores os bichinhos são muito mais que um animal de estimação, eles fazem parte da família e por isso não medem esforços para oferecer o melhor, garantindo assim vida longa aos seus filhos”, acredita a especialista em groomer, que tem mais 43 cães e 3 gatos.

Já a professora do curso de Medicina Veterinária da Estácio, Erika Ribeiro Aragão, acredita que a busca por informações pela sociedade a respeito dos cuidados com os animais de estimação é um dos fatores que levou ao aumento no número de animais em residências. “Os tutores hoje têm se interessado mais em buscar informações sobre os melhores cuidados para o seu pet, gerando um aumento em toda cadeia, como consultas, especialidades, exames, medicamentos e, principalmente, estética também”, ressalta.

“Percebo ainda que tem crescido os chamados para o protocolo vacinal e vermifugação em animais babys (gatos, cães e coelhos). Ou seja, quanto mais cresce a procura para vacinar, menos eles adoecem. Antes tínhamos que insistir e explicar muito sobre os perigos que os animais passavam e nos faziam passar por causa das zoonoses [doenças que passam dos animais para os seres humanos]”, completa.


Outro destaque apontado pela professora é para a linha de nutrição, com inúmeros petiscos e ‘palitos’ com a finalidade nutritiva, e até terapêutica. “Tem petiscos calmantes, para limpar os dentes, para aumentar a imunidade da pele, divididos em geriátricos, baby e por raça, tamanho e coloração da pelagem”, conta.

Procura por formação

A professora observa ainda que com o crescimento do mercado, consequentemente, o curso de Medicina Veterinária tem atraído cada vez mais jovens interessados em se especializar na área. “Alguns anos atrás nem se ouvia falar em médicos veterinários, muito menos em veterinários especializados em oftalmo, dermato, ortopedista, odonto. Hoje a maioria dos alunos já entra com um plano traçado e uma afinidade já determinada”, comemora.

Ela explica ainda que o mercado para o profissional da área é amplo, podendo atuar, por exemplo no programa de Saúde da Família, fazendo a fiscalização de comércios de alimentos e processamentos, bem como no desenvolvimento de políticas públicas em órgãos governamentais, e proteção do ambiente e na interação ecológica desse ambiente com os seres que o habitam. “Atua também na área de produção [suína, aves, bovina, ovina e caprina], e com a saúde de animais silvestres, que hoje cresce demais a preferência aos pets exóticos e selvagens”, completa.


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