Roda de Conversa e Oficinas de Dança Território Corpo: Entre Brasil e África Negra


O Centro Cultural Vale Maranhão - CCVM promove esta semana mais quatro oficinas e roda de conversa sobre dança em diáspora negra, pelo programa Território Corpo: Entre Brasil e África Negra, como parte da programação do Mês Negro e da Diversidade no CCVM. Teremos uma oficina super especial, principalmente para a cadeia do Carnaval e quem pensa em aprender mais sobre danças do samba, que é será a de Mestre-sala e Porta-bandeira: Dança do Samba e do Carnaval, com Mestre Dionísio e Lohane Lemos, da Escola de Mestre-sala, Porta-bandeira, Porta-esntandarte Mestre Dionísio (RJ). Mestre Manoel Dionísio referência nacional na formação de casais de mestre sala e porta-bandeira. A artista maranhense, Tieta Macau, irá ministrar a oficina inédita, Rastros e Macumbarias: ConversAções Negras na Cena, sobre danças referenciadas pela religiosidade afro-brasileira, em que trocará com público suas experiências na performance cênica. Haverá ainda mais duas oficinas e a roda de conversa com artistas e pesquisadores convidados.


Para pensar os atravessamentos que constituem e contextualizam a subjetividade da pessoa negra, do artista negro na nossa sociedade, algumas perguntas surgem: Como se configuram os territórios de criação? Como esses territórios geram produções sensíveis? Como a história conformou essas produções? Esses são alguns dos temas que darão o contorno desse encontro. Fernando Ferraz é pesquisador e artista da dança, move-se entre a performance, as danças da diáspora negra e a história. Professor da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Doutor e Mestre em Artes (Unesp) e Bacharel Licenciado em História (FFLCH-USP), é professor do Programa de Pós-Graduação em Dança (UFBA) e do Mestrado Profissional em Dança (PRODAN-UFBA). Integra o Grupo

GIRA: Grupo de Pesquisa em Culturas Indígenas, repertórios Afro-brasileiros e Populares. Gal Martins Artista é atriz, arte educadora, gestora cultural e cientista social. Criou a Cia. Sansacroma , grupo paulistano de dança contemporânea preta, e a Zona Agbara, grupo de dança formado por mulheres negras e gordas. Desenvolveu e sistematizou a metodologia de formação em dança denominada A Dança da Indignação. Atualmente, também atua como Supervisora Artística Pedagógica do Programa Fábricas de Cultura. Bruno de Jesus é artista, educador e pesquisador da dança, bailarino, coreógrafo, produtor e curador. Fundou a Cia. Experimentando NUS. É idealizador e programador do EPA! - Encontro Nacional Periférico de Artes e diretor documentário RAIMUNDOS: Mestre King e as Figuras Masculinas da Dança na Bahia.

Oficinas

02 a 05/12 (quarta a sábado), 19h às 20h Oficina Mestre Sala e Porta-bandeira: Dança do Samba e do Carnaval Mestre Dionísio e Lohane Lemos (Escola de Mestre-Sala, Porta-bandeira e Porta-estandarte Manoel Dionísio – RJ) O samba pede passagem no Território Corpo. Mestre Dionisío e Lohane Lemos trazem ao CCVM a beleza e a evolução da dança de cortejo dos Mestres-salas e Porta-bandeiras das escolas de samba do Rio de Janeiro. Serão apresentados conhecimentos teóricos da dança; práticas da dança em casal, utilização de indumentárias e adereços; e comportamento em quadra e no desfile. Mestre Manoel Dionísio nasceu na divisa entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro, estado em que foi morar ainda criança. Apaixonou-se por samba ao assistir a uma apresentação na casa de shows Tabuleiro do Samba, no Centro do Rio, tornando-se logo dançarino do espetáculo. Em 1959, chega à Escola de Samba Salgueiro, se apresentando com o Ballet Folclórico de Mercedes Baptista. Trabalhou como formador de casais de Mestre-Sala e Porta-bandeira em diversas agremiações, entre elas União da Ilha, Mangueira e Beija-Flor. Cria, em 1990, a Escola de Mestre Sala, Porta-bandeira e Porta-estandarte Manoel Dionísio, que forma dançarinos e cidadãos, além de salvaguardar a cultura do samba. A escola possui núcleos de formação em dez cidades brasileiras, que recebem aprendizes a partir de cinco anos de idade, estudantes matriculados na rede de ensino. Em 1995, Mestre Dionísio recebeu o Prêmio Standarte de Ouro - Personalidade Masculina do Carnaval. Lohane Lemos é Porta-Bandeira e instrutora de dança. Ingressou na Escola de Mestre Sala, Porta-bandeira e Porta-estandarte Manoel Dionísio, aos 14 anos, e, rapidamente, tornou-se profissional na arte do bailado. Passou pelas agremiações: GRES Boca de Siri (Primeira porta-bandeira - 2012/2013), GRES Sereno de Campo Grande (Segunda porta-bandeira - 2014/ Primeira porta-bandeira - 2015), GRES Caprichosos de Pilares (segunda porta-bandeira - 2015), e desde 2016, defende a GRES Unidos da Tijuca como segunda porta-bandeira. 02 e 03/12 (quarta e quinta), 16h30 às 19h Oficina Hip Hop Freestyle Marcelo Negão (MG/SP) O Freestyle, dança periférica que surgiu no Bronxs (EUA), criado por afro-latinos-americanos, popularizou-se por todo o mundo. O A oficina irá trabalhar movimentos mais básicos (repletos de fundamentos), até passos mais complicados como o do Smurf, The Wop, Cabbage Patch, Bart Simpson, estimulando a potencialidade e improvisação dos dançarinos. Marcelo Negão é mineiro, pesquisador e dançarino de Danças Urbanas há 13 anos. Mora atualmente em Judiaí (SP) e integra a Cia Kahal Experimental, com a qual esteve em turnê com o espetáculo Gravidade. É vencedor do Fusion Concept (2015), seletiva América do Sul e foi finalista da fase final em Paris. Participou do Hip Hop Kemp (2015), na República Tcheca e se consagrou campeão, na categoria Hip Hop Dance. É recém-vencedor, na categoria House Dance, do Juste Debout na América Latina e foi campeão também da primeira edição do programa de televisão Se Ela Dança Eu Danço (SBT). 02 a 05/12 (quarta a sábado), de10h às 11h Oficina Rastros e Macumbarias: ConversAções Negras na Cena Tieta Macau (MA) A artista apresenta alternativas e metodologias/procedimentos de criação (danças, teatralidades, musicalidades ) em perspectivas afro orientadas, a partir de um corpo negro em diáspora. A proposta é dançar e conversar sobre as experiências e trajetos de criações e observar rastros de outros artistas negros atuantes na cena contemporânea do nordeste brasileiro, a fim de estabelecer diálogos entre o corpo contemporâneo e matrizes ancestrais, populares e urbanas. Tieta Macau é artista transdisciplinar, criadora de macumbarias cênicas e outras espirais. Atua na relação constante entre memória e ancestralidade e a poética do rastro. Pesquisa processos de criação afroreferenciados, poéticas populares e afrodiaspóricas e escrita em dança. Uma das criadoras do Coletivo DiBando, atua com vários artistas e grupos do Maranhão e do Ceará, como Afrôs, Brecha Coletiva, LABORARTE e Viramundo. 04 e 05/12 (sexta e sábado), 16h30 às 18h Oficina Dança Charme Jeff Antonio (RJ) Os bailes black de Charme nasceram nos anos 1980, nos subúrbios do Rio de Janeiro, ocupando o cenário cultural das grandes cidades brasileiras. Com sequências de passos marcados, o Charme, combina diversas influências negras - o Soul, o R&B, o Hip Hop – com um groove carioca e o suingue de cada um que dança. A oficina é para todos aqueles que desejam soltar o corpo, se divertir e descobrir seu próprio swing. Serão trabalhados alongamento, coordenação motora e sequência de passos. Jeff Antonio bebe dos fundamentos da dança de rua e dos bailes black cariocas, que lhe serviram de base como profissional da dança contemporânea. É intérprete-criador da Cia d Fora. Fez parte da Cia de Dança Deborah Colker (1994 a 2005) - grupo com o qual ainda se apresentou como dançarino convidado, de 2006 a 2010 - e integrou também o grupo Intrépida Trupe. Participou das comissões de frente e alegorias de escolas de samba do Carnaval carioca, do Festival de Parintins e de diversos trabalhos em audiovisual. Coreografou BRASA (passinho/funk), apresentado no Rock in Rio 2013. Foi professor convidado de duas edições do Festival Internacional de Danças Urbanas Rio H2K e é diretor responsável pelo Projeto Social Rio H2K, no Viaduto de Madureira (RJ). Fez parte da equipe de coreografia e do elenco profissional das Cerimônias de Abertura dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos - Rio 2016. Os interessados em participar, devem enviar nome completo, telefone e nome da(s) oficina(s) e roda de conversa que desejam se inscrever para o e-mail: contato@ccv-ma.org.br. A oficina será transmitida pela Plataforma Zoom. Inscrições gratuitas. 80 vagas. Informações: 98 98141 3859/98 98876 1714.

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